France PressePEQUIM - Habitantes de Mohe, região isolada na China, a 2,5 mil quilômetros ao norte de Pequim, ficaram deslumbrados ontem com o eclipse total do Sol e, ao mesmo tempo, com a passagem do cometa Hale-Bopp, às 9h7min (1h7 do Meridiano de Greenwich).
‘‘O Sol foi gradualmente coberto pela Lua e uma coroa de luz apareceu em seu redor’’, conta o jornalista Wei Guan, que viajou três dias, a partir de Pequim, para assistir ao fenômeno. ‘‘Quando o céu estava completamente negro, o cometa passou’’, continua. ‘‘Foi surpreendente.’’ O cometa Hale-Bopp se aproxima da Terra a cada 3 mil anos e, no Brasil, ele será visível a partir do dia 6 de abril.
O eclipse também foi total no Cazaquistão, parte da China, Mongólia e Rússia Siberiana. Atingiu o tempo máximo de 2 minutos e 54 segundos. Passou por uma região fracamente povoada. A cidade de Chitá, na Sibéria, Rússia, onde houve eclipse total, é a que tem o maior número de habitantes: 380 mil.
O fenômeno foi visto parcialmente em grande parte do nordeste da Ásia e noroeste do Pacífico. No Japão, 63% do Sol estiveram ocultos no momento culminante do fenômeno, às 10h4 (1h4 em Greenwich). Em Pequim, o eclipse também foi parcial, com apenas 25% do Sol sendo encoberto pela Lua. No próximo dia 24 de março, acontecerá um eclipse parcial da Lua no Brasil.

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