Ebola matou 5.689, aponta OMS
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sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Agência Brasil 
Genebra - O número de mortos da epidemia de ebola subiu para 5.689, de um total de 15.935 casos confirmados, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado ontem. A epidemia, a mais grave desde a identificação do vírus em 1976, teve origem na Guiné no final de dezembro de 2013. No dia 23 de novembro, foram registradas no país 1.260 mortes em 2.134 casos. Na Libéria, foram contabilizados 3.016 mortos em 7.168 casos e, em Serra Leoa, a OMS contou 1.398 mortos em 6.599 casos diagnosticados.
De acordo com a OMS, a situação é estável na Guiné, estável ou em declínio na Libéria e, "sem dúvida, em crescimento" em Serra Leoa, com 385 novos casos confirmados em uma semana. No Mali, o último país atingido pelo vírus, a OMS registra oito casos, que causaram seis mortes.
Na Nigéria e no Senegal, o balanço mantém-se inalterado há 57 dias. Foram 20 casos, com oito mortes na Nigéria, e um caso no Senegal: um estudante da Guiné, cuja cura foi anunciada pelas autoridades em 10 de setembro. Esses dois países foram retirados da lista daqueles em que a epidemia se alastra.
O balanço do número de vítimas entre os profissionais de saúde agravou-se, com 340 mortos (três a mais que o último balanço) em 592 contaminações (quatro a mais). O balanço anterior da OMS, anunciado na sexta-feira, contabilizou 5.459 mortos em 15.351 casos.
Um médico italiano infectado com o vírus ebola em Serra Leoa chegou ontem a Roma e deu entrada em um hospital especializado em doenças infectocontagiosas. O profissional de saúde é o primeiro italiano a contrair a doença. Ele chegou ao Aeroporto Militar de Pratica di Mare, a 30 quilômetros ao sul de Roma, em uma maca hermética, a bordo de um avião militar fretado especialmente para a missão.
O paciente foi transportado em uma ambulância escoltada pelas forças de segurança até o Instituto Nacional para Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani, no sudoeste da capital italiana.
O médico, que teve a identidade preservada, trabalhava para a organização não governamental italiana Emergency, em um centro de infectados pelo ebola em Serra Leoa.


