O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou nesta quarta-feira,21, que o Japão enfrenta uma difícil luta contra o relógio para tentar conseguir a libertação, antes do fim de semana, dos dois reféns japoneses sequestrados pelo Estado Islâmico (EI). O grupo reivindica uma recompensa de US$ 200 milhões em um prazo de 72 horas.

"Ordenei que seja feito todo o possível diplomaticamente para libertar os reféns", disse Abe em declarações aos meios de comunicação em sua chegada ao Japão, após encurtar sua viagem pelo Oriente Médio em razão da crise dos reféns. "Nunca nos dobraremos perante o terrorismo."

Abe disse que o Japão "trabalhará lado a lado com a comunidade internacional e contra o terrorismo infame" e lembrou que "falou diretamente" com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

Além disso, o primeiro-ministro do Japão manteve conversas telefônicas desde terça-feira com o rei Abdullah da Jordânia, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan e o presidente egípcio Abdul Fatah al-Sisi.

"Eles se comprometeram a fazer todos os esforços para resolver a situação", disse Abe, que se viu surpreendido pelo anúncio do EI durante sua viagem de uma semana pelo Oriente Médio.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, fez ontem uma chamada a seus colegas francês e americano para ajudar na libertação dos reféns.

Em um vídeo divulgado ontem, o EI ameaça executar a dois reféns japoneses, identificados como Haruna Yukawa e Kenji Goto, se não receber o pagamento de US$ 200 milhões, uma quantidade idêntica à qual o primeiro-ministro do Japão anunciou durante uma visita ao Cairo que destinará para ajudar aos países do Oriente Médio que combatam ao grupo jihadista.

Imagem ilustrativa da imagem "É uma luta contra o relógio", diz Abe sobre reféns do EI na Síria
| Foto: AP
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