É hora de começar a agir, diz Biden em Kiev
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terça-feira, 22 de abril de 2014
Leandro Colon<br>Folhapress 
Londres - Em visita à Ucrânia ontem, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, mandou um recado ao governo russo: é hora de cumprir as promessas para ajudar a reduzir a tensão no leste ucraniano.
"Está na hora de parar de falar e começar a agir em cima dos compromissos", disse Biden, em pronunciamento após reunião em Kiev com o primeiro-ministro local, Arseni Yatseniuk. A visita dele é um dos gestos políticos mais explícitos do apoio americano ao governo da Ucrânia.
Biden afirmou ainda que os EUA apoiam as reformas políticas que o governo ucraniano tem prometido - mais cedo, a Casa Branca confirmou uma ajuda de US$ 50 milhões para a Ucrânia, sendo que US$ 11 milhões serão para auxiliar na organização das eleições presidenciais convocadas para 25 de maio.
Além dos US$ 50 milhões, mais US$ 8 milhões serão destinados à estrutura militar não letal, como veículos e rádios de comunicação.
Os EUA acusam a Rússia de estar por trás dos movimentos separatistas que tomam conta do leste do país há pelo menos duas semanas. "A Ucrânia é e deve permanecer como um país", disse Biden.
O vice-presidente reafirmou que é necessário o recuo das tropas russas que estão próximas à fronteira com a Ucrânia e repetiu que os americanos não reconhecem a recente anexação da Crimeia por Moscou. "Nenhuma nação tem o direito de tomar o território de outra", disse. E avisou o governo ucraniano: "Vocês não caminharão sozinhos nessa estrada. Nós estaremos com vocês."
Na última quinta-feira, um acordo foi celebrado em Genebra envolvendo EUA, Rússia, Ucrânia e União Europeia, mas até agora essas negociações não deram resultados práticos. Os ativistas pró-Moscou, por exemplo, se recusam a desocupar prédios públicos invadidos, assim como forças leais a Kiev entraram em confronto com eles no último domingo, episódio que levou a pelo menos três mortes.
Genebra
Na segunda-feira, o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou a Ucrânia de violar o acordo de Genebra por não desarmar os grupos de extrema direita. Por outro lado, Kiev afirma que Moscou também não tem cumprido sua parte, que é tentar coibir a ação dos separatistas no leste.
Após o encontro com o vice-presidente americano, o primeiro-ministro da Ucrânia afirmou que o país precisa da reforma constitucional prometida em Genebra.


