Beersheva - Dezesseis pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas em um duplo atentado cometido por camicases palestinos contra dois ônibus, nesta terça-feira em Beersheva. Segundo funcionários da segurança palestina, os dois suicidas são Ahmad Qawasmeh e Nassim Jabari, ambos com 22 anos de idade. O exército israelense chegou a revistar a casa deles em Hebron, no final da tarde, hora local.
Em Gaza, um baluarte do Hamas, cerca de 300 pessoas aplaudiram os ataques, aos gritos de ''vingança''. O braço armado do movimento radical palestino Hamas, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, assumiram em comunicado divulgado em Hebron, na Cisjordânia, o duplo ataque de Beersheva (sul de Israel).
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, reuniu-se com seu gabinete de segurança para estudar eventuais retaliações, e prometeu continuar ''a luta contra o terrorismo'', sem trégua.
Os dois camicases detonaram quase simultaneamente as bombas que carregavam dentro de dois ônibus que circulavam pelo centro da cidade, perto da prefeitura. Os dois veículos estavam a algumas dezenas de metros um do outro no momento das explosões, informou a polícia.
De acordo com o mais recente levantamento estabelecido pela polícia, 16 pessoas morreram, além dos camicases, e mais de 80 ficaram feridas no duplo ataque. Muitos feridos estão em estado crítico.
Em seu comunicado, o Hamas explicou que o duplo atentado havia sido cometido em represália aos assassinatos do xeque Ahmad Yassin, fundador e líder do movimento radical palestino, e de seu sucessor Abdelaziz Al-Rantissi em março e abril passados, e em solidariedade com os prisioneiros palestinos que estão jejuando desde meados de agosto. ''Vocês estão enganados, se acham que afetarão nossa determinação assassinando nossos líderes'', afirmou o grupo, dirigindo-se a Sharon e a seu ministro da Defesa, Shaul Mofaz.
O número de pessoas mortas desde o início da segunda Intifada, em setembro de 2000, chega a 4.267, entre elas 3.256 palestinos e 940 israelenses.

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