São Paulo - Ao menos 36 pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas ontem em duas explosões causadas por mulheres-bomba nas estações de metrô de Lubianka e Parque Kultury, no centro de Moscou, capital da Rússia, segundo balanço do Ministério das Situações de Emergência.
A agência russa de aviação pediu aos aeroportos que aumentem a segurança depois dos atentados. As autoridades pediram ainda que as pessoas evitem viajar em meios públicos de transporte a menos que seja necessário - um alerta que vem em plena manhã de segunda-feira, quando muitos usam o metrô e ônibus para ir ao trabalho.
O diretor do FSB (serviço de inteligência, antiga KGB), Alexander Bortnikov, afirmou que os atentados foram provavelmente executados por grupos terroristas vinculados aos separatistas do Cáucaso. Até o momento, contudo, ninguém assumiu a autoria dos atentados.
''Segundo a versão preliminar, os atentados foram cometidos por grupos terroristas vinculados à região do Cáucaso Norte. Privilegiamos esta versão'', declarou Bortnikov.
Os serviços de inteligência russos dizem que a hipótese é de que as duas mulheres-bomba que detonaram explosivos nas estações do metrô eram naturais desta região, uma parte da Rússia majoritariamente muçulmana, cenário de uma violenta insurgência nos últimos anos.
Ataque
O primeiro atentado, que deixou 24 mortos e 17 feridos, aconteceu às 7h57 (0h57 no horário de Brasília) em um vagão parado na estação Lubianka. A Praça Lubianka abriga a sede do FSB, sucessor da KGB soviética, que neste edifício interrogava e eliminava os dissidentes durante as punições da então União Soviética.
O segundo atentado, executado na estação Park Kultury às 8h40 (1h40 no horário de Brasília), matou pelo menos 12 pessoas e deixou 15 feridos.
Os trens da linha Sokolnicheskaya do metrô de Moscou voltaram a operar ontem, horas depois de duas mulheres-bomba deixarem ao menos 38 mortos e 64 feridos nas estações Lubyanka e Park Kultury.

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