São Paulo- Os mortos no duplo atentado a bomba em Argel ontem já chega a 67, informou uma fonte do Ministério da Sa© úde. O ataque pode ser considerado o mais sangrento desde o início da guerra civil argelina nos anos 90.
Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, mas analistas apontam para o braço da Al Qaeda no norte da África. Em abril passado, a rede terrorista assumiu a autoria de atentados em Argel -com características semelhantes aos que foram cometidos ontem.
A primeira explosão ocorreu perto da Suprema Corte de Justiça de Argel; e a segunda foi em um ponto próximo a escritórios da ONU (Organização das Nações Unidas) no distrito de Hydra.
Segundo a rádio pública argelina, as explosões ocorreram com um intervalo de dez minutos. Ao menos um funcionário da ONU morreu e 13 continuam desaparecidos, afirmou o porta-voz do programa de desenvolvimento da entidade, Jean Fabre. ''Nós não sabemos se estão por baixo dos escombros''.
Os funcionários desaparecidos trabalhavam em diversas agências da entidade no país.
Anis Rahmani, editor do jornal ''Ennahar'' e especialista em segurança disse que a Al Qaeda quer passar a mensagem de que continua ''forte'', apesar das baixas que enfrentou em seu comando. ''Além disso, as condições sociais no país ainda oferecem oportunidades para que a rede terrorista recrute novos rebeldes'', disse Rahmani

mockup