São Paulo - Pelo menos 20 soldados morreram na explosão de dois carros-bomba ontem em um clube de oficiais do Exército da Síria em Deraa, no sul do país. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres, as duas explosões ocorreram em um intervalo de poucos minutos, próximo a um jardim atrás do clube.
Minutos após os ataques, rebeldes entraram em confronto com tropas do regime de Bashar Assad, de acordo com a entidade, que também informou sobre uma terceira explosão em um local militar da cidade, sem vítimas ou danos.
Deraa é a cidade onde se iniciaram os protestos dos opositores contra o regime do ditador Bashar Assad, em março do ano passado. Desde então, as manifestações, antes pacíficas, se transformaram em um conflito armado que deixou pelo menos 30 mil mortos, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Com o aumento da duração do conflito entre as forças de Assad e os rebeldes, diversos grupos extremistas inspirados na rede terrorista Al Qaeda começaram a atuar no país, aumentando o número de atentados contra civis e as forças do governo.
Na segunda-feira, a chamada Frente Al Nusra reivindicou a responsabilidade pela explosão de um carro-bomba em Hama, que deixou mais de 50 soldados mortos. O grupo foi o mesmo que não aceitou o cessar-fogo sugerido por um enviado especial da ONU há duas semanas.

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