Buenos Aires O presidente argentino Eduardo Duhalde e seu candidato a presidência, Néstor Kirchner, advertiram, ontem, que uma eventual renúncia do candidato peronista neoliberal Carlos Menem à eleição de 18 de maio seria um ato irresponsável, que causaria um grave dano institucional.
''Há uma responsabilidade histórica de concluir este processo com a votação no segundo turno; interrompê-lo seria uma irresponsabilidade histórica'', disse Duhalde à rádio Cultura.
Menem negou reiteradas vezes nos últimos dias que esteja pensando em desistir de participar do segundo turno, por causa das pesquisas que apontam uma vitória por ampla vantagem, de entre 30 a 40 pontos, de seu rival, o peronista progressista Néstor Kirchner.
A possidade ainda é analisada em seu comitê de campaha, apesar de Menem ter afirmado na segunda-feira à noite, num comício na cidade de La Mza, que ''aos que acreditam que me rebaixo, lhes digo que nem pensem nisso''.
''Carlos Menem é capaz de tudo'', reagiu Kirchner em declarações à imprensa depois de se reunir com o presidente do Banco Interameri de Desenvoento (BID), Enrique Iglesias, num hotel do centro de Buenos Aires.
Kirchner advertiu que Menem produziria um ''dano institucional grave'' ao país se retirasse sua candidatura ao segundo turno eleitoral. ''Cada um sabe quais são as responsabilidades que têm neste momento'', destacou o candidato.
Kirchner afirmou que todos esperam ''que a eleição se realize em 18 de maio''.
''Hoje há um caminho constitucional a seguir'', lembrou.

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