Buenos Aires O presidente Eduardo Duhalde espera uma vitória de seu candidto, Néstor Kirchner, no segundo turno, dia 18 de maio, das eleições presidenciais argentinas, mas buscará acordos multisetoriais para formar uma força ''contundente'' contra Carlos Menem nessa instância, disse ontem à AFP uma fonte do gabinete. A alta fonte governamental, que pediu anonimato, disse que na estratégia oficial para o segundo turno, Kirchner ''deverá sustentar a idéia de confrontação do novo modelo (econômico) contra o velho modelo buscando um debate público com Menem''.
A idéia oficial de que Kirchner representa o modelo da ''inclusão social e crescimento econômico'' contra Menem, que defende o mercado ortodoxo, começou a ser percebida no primeiro turno.
Ainda segundo a fonte, os temas prioritários que o novo governo deverá abordar são ''a renegociação dos contratos com as empresas privatizadas e em particular um novo quadro tarifário; a renegociação com os credores privados e com o Fundo Monetário Internacional, além da demanda social e de uma indispensável recomposição salarial''.
Sem fraudes O presidente Eduardo Duhalde afirmou ontem que os argentinos demonstraram domingo nas eleições presidenciais que eram infundadas as denúncias e suspeitas de que podia haver fraude. ''Minha intenção é agradecer ao povo argentino por sua maciça participação, a mais alta da história (80%), quando se agitavam fantasmas de fraude. O segundo turno de 18 de maio vai se realizar no mesmo clima de transparência e de paz'', disse numa coletiva na Casa de Governo.

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