Duas mortes em confrontos; aeroportos são reabertos
São Paulo- O porta-voz da Polícia Nacional de Honduras, Orlin Cerrato, afirmou que dois homens morreram nos distúrbios ocorridos em Honduras, desde a volta na segunda-feira do presidente deposto Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada brasileira. Apesar do clima de tensão na capital Tegucigalpa, o governo interino anunciou o fim do toque de recolher na manhã de ontem e a reabertura dos aeroportos.
Cerrato disse à imprensa local que um homem morreu ontem no hospital do Instituto Hondurenho de Previdência Social, após ser baleado na noite anterior em um confronto com a polícia antidistúrbios em Tegucigalpa. A outra vítima é um ativista do movimento de resistência contra o golpe de Estado que participava de um protesto no subúrbio da capital.
A Cruz Vermelha afirma que os confrontos da última terça-feira deixaram ao menos 200 feridos. A polícia disse que prendeu 113 pessoas depois que dezenas de empresas foram saqueados quando os manifestantes entraram em choque com policiais na noite de terça-feira.
Apesar do clima de tensão, o governo de Roberto Micheletti anunciou a suspensão do toque de recolher e a reabertura dos aeroportos a partir das 6 horas (9h no horário de Brasília).
A abertura dos terminais aéreos retoma o fluxo de cidadãos hondurenhos e estrangeiros que estavam virtualmente proibidos de deixar o país desde o começo da semana. A partir das seis da manhã de quinta-feira será revogado o toque de recolher em todo o território nacional, diz a mensagem oficial, divulgada pela imprensa do país. O texto pede também que funcionários e aos trabalhadores retomem suas atividades.
O Ministério de Relações Exteriores do Brasil confirmou que a eletricidade, a água e o telefone da embaixada foram cortados por várias horas na terça-feira, mas que estava permitida a entrada de alimentos. Segundo o Ministério Público hondurenho, representantes da ONU levaram alimentos e água para o presidente deposto.
De acordo com o 22º artigo da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, de 1961, os locais das Missões Diplomáticas (embaixadas e edifícios anexos) são invioláveis. (Folhapress)





