Esta é uma cronologia dos dramáticos dias que se seguiram ao naufrágio do submarino nuclear russo Kursk e dos desesperados e inúteis esforços que se seguiram para salvar a tripulação.
12 de agosto O Kursk, transportando 118 marinheiros e oficiais, sofre uma avaria, em circunstâncias ainda não estabelecidas, enquanto participa de manobras militares no mar de Barents. A notícia só é divulgada pelas autoridades russas dois dias depois, na segunda-feira, 14.
14 de agosto O comandante da Marinha russa, almirante Vladimir Kuroyedov, afirma que a avaria foi provocada por uma forte colisão durante as manobras. O Kursk está encalhado a 108 metros de profundidade e, segundo fontes militares, seus tripulantes fazem pedidos de socorro em código Morse golpeando as paredes internas do submarino.
Os Estados Unidos oferecem ajuda técnica para o resgate do submergível, mas a Rússia a rechaça. Fontes extra-oficiais em Moscou afirmam que o naufrágio foi provocado por uma explosão.
15 de agosto Primeiras tentativas russas de resgate e primeiros fracassos. Começam os esforços para fazer baixar sobre o Kursk um sino de mergulho que permita resgatar os tripulantes, mas é impossível atracá-lo ao submarino, mesmo quando três mergulhadores tentam a manobra manualmente.
16 de agosto Fontes oficiais russas afirmam que já não se houve nenhum sinal de vida a bordo do Kursk. Três pequenos batiscafos russos, modelo Bester, tentam se aproximar do submarino mas o avanço deles é obstruído pelas fortes correntes. A Rússia aceita a ajuda técnica oferecida pela Grã-Bretanha.
17 de agosto O primeiro-ministro russo, Mikhail Kasyanov, afirma que a situação a bordo do Kursk ‘‘está perto de uma catástrofe’’. São promovidas seis novas tentativas de se acoplar ao submarino as cápsulas de resgate russas, todas sem sucesso. Parte da Noruega uma missão de socorro anglo-norueguesa, levando um minissubmarino britânico especializado nesse tipo de missão.
18 de agosto Enquanto fracassam outras tentativas de resgate, a imprensa russa critica o presidente Vladimir Putin por sua conduta diante do drama do Kursk. O presidente decide suspender suas férias e voltar a Moscou. Segundo a rede pública de tevê RTN, os sinais de pedido de socorro a bordo do Kursk cessaram na verdade desde o dia 14.
19 de agosto O premier Kasyanov anuncia que advertiu aos familiares dos tripulantes do Kursk que praticamente não existem mais chances de se encontrar alguém com vida. O vice-almirante Mikhail Motsak afirma que o naufrágio ocorreu devido à colisão com um submarino britânico, que por sua vez causou a explosão de alguns torpedos dentro da nave russa. Chega ao local do acidente a equipe de resgate anglo-norueguesa.
20 de agosto Começam os trabalhos de resgate da nova equipe. Os mergulhadores noruegueses abrem a primeira escotilha do Kursk, enquanto aparecem os primeiros informes contraditórios sobre a possibilidade de se encontrar sobreviventes.
21 de agosto A Marinha russa informa que todos os tripulantes estão mortos logo depois que os mergulhadores abrem a segunda escotilha e descobrem que o submarino está inundado.

mockup