Dos 7 brasileiros mortos, 5 moravam em Foz
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quarta-feira, 19 de julho de 2006
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Itamaraty confirmou, ontem, através da assessoria de imprensa, a morte de mais um brasileiro, Dib Barrakat, de São Paulo, 67 anos, vítima em um bombardeio, na noite de terça-feira, na aldeia Sultan Iakub, no Vale do Beká, na região leste do Líbano. Com isso, já chega a sete o número de mortes de brasileiros confirmadas pelo Ministério de Relações Exteriores.
Dos sete mortos, cinco eram moradores de Foz de Iguaçu, que estavam em férias no Líbano. O número de mortes pode ser maior, caso seja confirmada a suspeita de que mais três brasileiros podem ter morrido no bombardeio que vitimou o comerciante paulista Ayman Zaher, na noite de segunda-feira. Os homens não tinham sido identificados, já que não portavam documento de identidade no momento da explosão. Zaher nasceu no Líbano, mas morava no Brasil há mais de 30 anos. Ele residia em São Paulo há três anos, desde que deixou Ponta Grossa, onde tinha uma loja popular. O filho mais velho, Ramud, 14 anos, ainda mora no Paraná, com a mãe.
Em Curitiba, cerca de 100 pessoas entre representantes da comunidade muçulmana e de outras entidades realizaram uma manifestação, ontem na hora do almoço, em solidariedade ao povo libanês e palestino. Com cartazes e fotos de feridos, os manifestantes saíram em uma ''caminhada silenciosa'' da praça Santos Andrade até a Boca Maldita, percorrendo o calçadão da rua XV.
Entre os manifestantes, era difícil achar alguém que não tivesse parentes no Líbano. ''A situação está muito difícil. Eu estava há três dias sem notícias da minha família'', contou Sofia Hussaini, 62. O marido, duas filhas, os dois genros e dez netos viajaram de férias para o Líbano.
Dunia Mairi Ayub, 28, disse que não sabe o que vai fazer no futuro. Nascida em Curitiba, ela mora há dez anos no Líbano, desde que casou. Tem um filho brasileiro e um libanês. Ela e os filhos vieram há 20 dias passar as férias na casa de seus pais, em Curitiba. ''Quero voltar'', diz.
O presidente da Sociedade Beneficente Muçulmana do Paraná, Jamil Ibrahim Iskandar, acredita que pelo menos 650 famílias brasileiras tenham viajado ao Líbano em férias.


