Dono de casa vai responder por estupro e sequestro
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quarta-feira, 08 de maio de 2013
Folhapress 
São Paulo - Ariel Castro, suspeito de manter em cativeiro por uma década três mulheres em Cleveland, em Ohio, vai enfrentar quatro acusações de sequestro e três de estupro.
Castro, de 52 anos, será indiciado hoje no tribunal, afirmou o procurador municipal Victor Perez em entrevista coletiva. O irmãos de Castro, Pedro, de 54 anos, e Onil, de 50, não foram acusados no momento, disse Perez.
Amanda Berry, de 27 anos, Georgina DeJesus, de 23, e Michelle Knight, de 32, foram encontradas na última segunda, após Amanda - sequestrada em 2003 - fugir, pedir socorro para um vizinho e ligar para o 911.
Junto com as mulheres, foi resgatada uma menina de 6 anos que pode ser filha de Berry.
Desaparecimento
Berry foi vista pela última vez em 2003, quando terminava seu turno de trabalho na lanchonete Burger King. Ela foi sequestrada na noite do seu 17º aniversário.
Georgina desapareceu em abril de 2004, e Michelle foi vista pela última vez em 22 de agosto de 2002.
Correntes
O chefe da polícia de Cleveland, Michael McGrath, disse que as três eram presas pelos sequestradores com cordas e correntes.
Em entrevista à emissora americana NBC, o agente disse que elas eram autorizadas a sair poucas vezes da casa, para ir ao quintal que ficava atrás do imóvel. A informação foi obtida a partir dos primeiros depoimentos das vítimas.
McGrath afirmou que as reféns foram encontradas em boas condições físicas, apesar dos maus-tratos sofridos no período de cativeiro. Ele também confirmou que a polícia chegou a avaliar duas vezes a necessidade de revistar a casa, mas por casos não associados aos sequestros.
O primeiro deles foi em 2000, quando Ariel Castro foi preso após uma briga na rua, e o segundo em 2004, quando o suspeito, que era motorista de ônibus escolar, deixou uma criança presa dentro do veículo. As declarações, no entanto, são contrárias ao que dizem os vizinhos à imprensa americana.
Em entrevista ao canal NBC ontem, Israel Lugo, que mora no bairro do cativeiro, disse que chamou a polícia uma vez em 2011 quando sua irmã disse ter visto uma mulher com uma criança na casa, que batia na janela como se quisesse sair.
Questionado sobre a acusação de Lugo, McGrath diz que não há gravações da ligação do vizinho e disse ter "absoluta confiança" de que os agentes não perderiam uma chance como essa de libertar as mulheres sequestradas.


