Camp Doha, Kuwait - O secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou ontem no Kuwait que a guerra contra o terrorismo não ficará apenas no Afeganistão, prometendo acabar com as organizações terroristas e os regimes que dispõem de armas de destruição em massa, citando em particular o Iraque. Rumsfeld inicia no Kuwait uma viagem por três monarquias do Golfo. Ele qualificou de ‘‘Estados terroristas’’ os países que dispõem ou desenvolvem armas de destruição em massa e que, segundo Washington, representam uma ameaça para o mundo. Recordou que o presidente iraquiano ‘‘Saddam Hussein já as utilizou contra o próprio povo’’.Rumsfeld repetiu que a política americana em relação ao Iraque consiste em tentar mudar o regime no poder em Bagdá, mas sem dar detalhes sobre os meios que pretende empregar para isso.
Os Estados Unidos, que firmaram um pacto de defesa com o Kuwait depois de liderar uma coalizão internacional que libertou o país, em fevereiro de 1991, de sete meses de ocupação iraquiana, contam com oito militares no emirado, a maioria em Camp Doha, onde o exército americano possui armamento pesado, especialmente tanques e artilharia.
Na noite de ontem, Rumsfeld participou de um jantar oferecido por seu colega kuwaitiano, o xeque Jaber Mubarak al Sabá, segundo fontes oficiais.
Hoje Rumsfeld se entrevistará com o emir do Kuwait, xeque Jaber Al Ahmad Al Sabah, e depois passará por Bahrein e Catar.
Rumsfeld viajará quarta-feira ao Paquistão e quinta-feira à Índia para contribuir com o esforço diplomático de apaziguar a tensão entre as duas potências nucleares em conflito por Caxemira.
Hoje Rumsfeld se entrevistará com o emir do Kuwait, xeque Jaber Al Ahmad Al Sabah, e depois passará por Bahrein e Catar.
Ameaça A guarda-costeira americana informou durante o fim de semana sobre uma possível ameaça terrorista que poderia vir do mar do noroeste dos Estados Unidos, alertando assim autoridades portuárias e industriais da região de Seattle (Estado de Washington) sobre este risco.

mockup