Gaza - Quase 100 palestinos morreram neste domingo no ataque do Exército israelenses contra um bairro da periferia de Gaza, fazendo deste dia o mais sangrento desde o início do conflito na Faixa de Gaza, onde 13 soldados israelenses também morreram.
Os líderes palestinos e a Liga Árabe acusaram Israel de cometer um "massacre atroz" no bairro de Shajaya, na periferia leste da cidade de Gaza, enquanto o secretário-geral da ONI Ban Ki-moon se prepara para um giro na região para tentar acabar com o conflito que já matou 435 palestinos.
Para o Exército israelense este também é o dia mais mortal: treze soldados israelenses da Brigada Golani foram mortos na madrugada de sábado para domingo em combates na Faixa de Gaza, o que eleva a 18 o número de militares mortos.
Segundo os serviços de emergência, ao menos 62 pessoas foram mortas e mais de 200 ficaram feridas nos bombardeios contra o bairro de Shajaya, os mais mortais desde o conflito de 2008-2009.
Com 97 mortos em toda a Faixa de Gaza, este também é o dia mais sangrento desde o lançamento, em 8 de julho, da ofensiva israelense para neutralizar as capacidades militares do Hamas, que controla este território.
"O bombardeio brutal e a ofensiva terrestre em Shajaya são crimes de guerra contra civis palestinos e representam uma escalada perigosa que poderá ter sérias consequências", denunciou a Liga Árabe.
O governo palestino também condenou "de maneira firme o massacre atroz cometido pelas forças de ocupação israelenses contra os civis inocentes de Shajaya", chamando a comunidade internacional a "reagir imediatamente contra este crime de guerra".
No total, a ofensiva israelense fez ao menos 435 mortos e mais de 3.000 feridos palestinos, em sua maioria civis, apesar dos repetidos apelos da comunidade internacional para a contenção.
A ONU em Gaza indicou por sua vez que acomoda mais de 63.000 deslocados, mais do que durante o conflito de 2008-2009 que teve 1.400 palestinos mortos.
Este conflito, considerado o mais sangrento desde 2009 no enclave palestino sob cerco há anos, é o quarto entre o Hamas e Israel em menos de uma década.
A imprensa israelense ainda apoia em grande parte a ofensiva, mas alguns títulos questionam se o governo estava verdadeiramente preparado para todos os cenários.

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