Domingo sangrento: 64 mortos no Iraque
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de março de 2006
France Presse 
Bagdá- Pelo menos 64 pessoas morreram e 250 ficaram feridas ontem em vários atentados no Iraque, incluindo seis ataques com carros-bomba que deixaram 46 mortos e 204 feridos no bairro xiita de Sadr City, no leste de Bagdá, informaram as autoridades.
Os atentados em Sadr City atingiram quatro mercados, e desta vez os terroristas utilizaram microônibus abarrotados de explosivos, informou um funcionário do ministério iraquiano do Interior.
Os dois primeiros veículos explodiram no mercado popular de Al-Ula, outro atingiu o mercado de Al-Gayara, outros dois o de Mraidi, e o último foi utilizado contra o mercado de Dakher.
As forças de segurança desativaram um sétimo veículo no mercado de Chaab.
Dois carros-bomba explodiram em um mercado, enquanto outro explodiu, quase ao mesmo tempo, em um outro.
A polícia havia informado pouco antes que a terceira explosão teria sido causada por um morteiro. O atentado foi perpetrado no mercado Al Ula, no bairro de Sadr City, disse o capitão da polícia Ahmed Abdallah, que acrescentou que os explosivos do automóvel foram acionados por controle remoto.
Ainda ontem, uma bomba em uma estrada na região do distrito de Qadisiya, na capital iraquiana, explodiu enquanto um veículo militar americano passava pelo local. Seis civis morreram e outros 13 ficaram feridos.
Saddam- O julgamento do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e de sete de seus ex-colaboradores será retomado hoje, decidiu ontem o juiz responsável pelo julgamento, Rauf Abdel Rahman.
A audiência de ontem (a 15ª) marcou a retomada do julgamento do ex-ditador. Foram ouvidos três ex-membros do extinto partido Baath, de Saddam, que negaram envolvimento na morte de 148 moradores do vilarejo de Dujail, em 1982.
Foi também a primeira sessão depois da que aconteceu no dia 1º de março, quando o ex-ditador iraquiano reconheceu ter ordenado a realização de julgamentos que levaram às mortes em Dujail.
Saddam não esteve na sala da corte durante os testemunhos dos outros réus no caso, aguardando sua vez de entrar no tribunal (o que, por fim, não aconteceu). Ele e seus sete colaboradores são acusados de tortura, prisões ilegais e pela violenta ação em Dujail, onde sofreu uma tentativa de assassinato em 1982. Entre os 148 condenados estão dez adolescentes entre eles, um garoto de 11 anos segundo os documentos apresentados na corte.


