Foz do IguaçuApós um dia de guerra, Ciudad del Este, fronteira com Foz do Iguaçu, amanheceu tranquila, com o tímido retorno de sacoleiros e camêlos às ruas. A polícia contabilizou o resultado dos confrontos com manifestantes que pediram a renúncia do presidente Luis Gonzálvez Macchi, no país: Duas mortes, mais de 70 feridos e 158 presos.
Eles estavam entre as 1.500 pessoas que entraram em choque 200 policiais. A multidão seguiu movimento nacional que exige o fim da corrupção e das mazelas sociais. Os manifestantes querem o retorno do ex-general Lino Cesar Oviedo.
Garis lavaram com jatos d'água as ruas e avenidas e recolharam restos de pneus queimados usados nas barricadas, enquanto comerciantes contabilizam os prejuízos com a destruição de lojas e com pelo menos três estabelecimentos saqueados. Ontem, algumas lojas e shoppings tradicionais como Monalisa e Casa China amanhecerem fechados.
A polícia comunicou a morte de Atilano Ramírez, 36 anos, morto com um tiro no estômago, e Amancio Martínez Toledo, 53, morto com um tiro na cabeça durante uma manifesto à noite realizado em Mingua Guazú, distante 30 quilômetros da fronteira. Uma criança de 11 anos estava entre as 40 pessoas hospitalizadas.
Ainda ontem, duas cidades da região amanheceram com rodovias fechadas: Juan Oleary e Itaquyry, distantes 80 quilômetros da fronteira. Um pelotão, vindo de Assunção, desocupou a estrada, porém não houve enfrentamento.

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