Roma- Dois milhões de pessoas estão ameaçadas de passar fome em curto ou longo prazo depois do maremoto que varreu o sudeste asiático, informou ontem a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A FAO recomendou que os alimentos da ajuda emergencial sejam locais para não perturbar a economia da região. ''Há grandes quantidades de arroz disponíveis na região'', enfatiza a agência.
''Recomenda-se que façam provisões, na medida do possível, no terreno para cobrir as necessidades alimentares dos diferentes países atingidos a fim de não perturbar os mercados internos'', acrescenta.
Os danos do maremoto se somam às chuvas torrenciais que ofuscaram as perspectivas das colheitas agrícolas nas regiões afetadas. ''Calcula-se que dois milhões de pessoas precisam de ajuda alimentar de emergência nos doze países sinistrados'', alertou a agência.
As ondas gigantes de 26 de dezembro causaram pelo menos 157.582 mortes no sudeste asiático, além de milhares de desaparecidos, segundo uma última contagem estabelecida com os dados provisórios divulgados pelos países afetados.(F.P.)

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