A rendição dos dois principais membros dos Khmers Vermelhos, ex-presidente Khieu Samphan e o ideólogo Nuon Chean, anunciada sexta-feira, isola ainda mais Ta Mok, último dirigente histórico ainda em rebelião.
Ta Mok, ‘‘o soldado’’, também chamado ‘‘O carniceiro’’ por sua crueldade, é o chefe do estado-maior dos Khmers Vermelhos.
Esconde-se na selva perto da fronteira com a Tailândia, rodeado por um grupo de guarda-costas. Calcula-se que tem aproximadamente 70 anos.
Ta Mok, cujo verdadeiro nome é Ek Chhoeun, adquiriu sua reputação de brutalidade durante os expurgos sangrentos que caracterizaram o governo dos khmers vermelhos (1975-1979), quando era primeiro-vice-presidente da Assembléia Popular e, segundo os historiadores, seria responsável pela morte de mais de 30.000 pessoas em um distrito ao noroeste de Phnom Penh.
Khieu Samphan, ‘‘o intelectual’’: conhecido como ‘‘a imagem pública’’ dos khmers vermelhos, que representou durante a assinatura dos Acordos de Paz de Paris em 1991.
Foi aluno do melhor colégio de Phnom Penh, antes dos estudos universitários nos anos 50 na França, onde, como Pol Pot, aderiu ao Círculo dos estudantes marxistas cambojanos.

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