Dois brasileiros estão incluídos na lista de possíveis sucessores de João Paulo II como chefe máximo da Igreja Católica: o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Majella Agnelo, 71 anos, e o arcebispo de São Paulo, Dom Cláudio Hummes, 70.
O primeiro já foi incluído em listas de anos anteriores de vaticanistas (experts em assuntos da Cúria Romana) e o segundo está sendo cogitado por estudiosos como um provável candidato ao posto. Ambos tem uma relação próxima com o atual pontífice e preferiram não comentar o assunto ontem.
A assessoria de Agnelo informou que ele estaria no interior da Bahia e só iria falar sobre o assunto como presidente da CNBB caso o quadro de saúde do Papa se agravasse. Mineiro de nascimento, Agnelo atuou como arcebispo de Londrina entre 1983 e 1991 até ser chamado para assumir o cargo de secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano. Em fevereiro de 2001 foi nomeado arcebispo primaz da Arquidiocese de Salvador.
Hummes também preferiu não fazer nenhum comentário. O gaúcho que tem como lema ''Vós sois todos irmãos'', já atuou no interior de São Paulo, exerceu cargos em comissões da CNBB e foi arcebispo em Fortaleza. Em 2001, foi nomeado cardeal na mesma cerimônia que Dom Geraldo Majella Agnelo.

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