Dois atentados à bomba em Jerusalém
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terça-feira, 27 de março de 2001
Jamie Tarabay Associated PressDe Jerusalém 
Um militante palestino detonou, ontem, explosivos amarrados em sua cintura perto de um ônibus em Jerusalém, se matando e ferindo mais de 30 pessoas apenas seis horas depois que um carro-bomba havia explodido em outra parte da Cidade Santa.
Mais tarde, um garoto palestino de 11 anos, Mahmoud Darawish, morreu durante um choque com soldados israelenses, informaram médicos de um hospital palestino. De acordo com o Exército de Israel, houve uma troca de tiros na região, nas proximidades da cidade cisjordaniana de Hebron.
As explosões, que ocorreram um dia depois do assassinato de uma menina israelense de 10 meses por franco-atiradores palestinos, chocaram os israelenses, que exigiram que o primeiro-ministro Ariel Sharon faça mais para protegê-los de ataques de militantes palestinos.
No atentado à bomba perto do ônibus, um palestino esperou num grande cruzamento no norte de Israel e detonou explosivos presos à sua cintura quando passava um ônibus de dois andares, disse o comissário de polícia Shlomo Aharonishki. O militante ficou em pedaços. A explosão lançou chamas na lateral do ônibus e destruiu seu vidro traseiro. Um grupo palestino desconhecido, autodenominado Frente do Exército Popular, assumiu responsabilidade pelo ataque.
O grupo militante Jihad Islâmica, enquanto isso, anunciou que era responsável pelo carro-bomba que explodiu às 7h40 locais em Talpiot, uma movimentada área comercial no sul de Jerusalém. Três passageiros de um ônibus que passava pelo local no momento da explosão ficaram levemente feridos.
Ouvimos um enorme barulho, disse Shai Cohen, um empregado de uma padaria próxima. Partes em chamas do carro foram espalhadas por toda a rua.


