France PresseYeltsin se apóia em cadeira durante cerimônia no CasaquistãoPor recomendação médica, o presidente russo, Boris Yeltsin, de 67 anos, abreviou sua visita à Ásia Central e retornou ontem de manhã a Moscou para recuperar-se de uma traqueobronquite. Sua estada no Casaquistão estava programada para encerrar-se amanhã à tarde.
Segundo a agência russa Interfax, o médico particular de Yeltsin, Sergei Mironov, informou que ele estava tomando antibióticos por causa da bronquite e sua febre era baixa.
A frágil saúde de Yeltsin voltou a estimular especulações na Rússia sobre suas condições de governar. Nas últimas semanas ele raramente tem ido ao Kremlin - sede do governo russo. Segundo assessores, ele trabalha em sua casa de campo. Anteontem, porém, o líder da principal agremiação de oposição, o Partido Comunista (PC), Gennady Zyuganov, voltou a dizer que o presidente só trabalha de duas a três horas por dia.
Zyuganov aproveitou o momento para convocar os tralhadores a promover um novo protesto nacional em 7 de novembro, espelhado nas manifestações da semana passada que exigiram a renúncia de Yeltsin e pagamento de salários atrasados.
‘‘Se todas as exigências do povo não forem atendidas, os comunistas e patriotas irão convocar os trabalhadores para ações ainda mais determinadas que desdobrarão para uma greve política de toda a Rússia’’, anunciou Zyuganov num comunicado.
Yeltsin deveria ficar até hoje no Casaquistão, mas no domingo passou mal e cambaleou durante uma parada militar em Tashkent, no Usbequistão, cujo presidente amparou o líder russo para que não caísse. No começo do dia, ele teve um ataque de tosse quando falava durante uma cerimônia em Tashkent. Mais tarde, já em Almaty, no Casaquistão, ele estava pálido e levava pelo menos 25 segundos para pôr sua assinatura em documentos - acordos bilaterais de cooperação econômica e demarcação de fronteiras.
O presidente casaque, Nursultan Nazarbayev, não conseguia esconder seu nervosismo diante da lentidão de Yeltsin, que parecia fazer um grande esforço de concentração, chegando mesmo a pôr a língua de fora. Na hora do aperto de mãos, o presidente russo pareceu desequilibrar-se, mas seu andar era arrastado. Depois, os dois fizeram seus pronunciamentos sentados e, na saída, Yeltsin deixou a sala com mão apoiada no ombro de Narzabayev. (Reuters)

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