Pelo menos 15 mil casos de doenças respiratórias, entre elas pneumonia e asma, bem como diarréias, conjuntivites, infecções dermatológicas e hepatites, foram registrados em Honduras até ontem de manhã, informaram fontes oficiais. A vice-ministra de Riscos Populacionais, Elliethe Girón, disse à imprensa que este é o início das temidas epidemias provocadas pelas dramáticas condições de higiene e saúde em que se encontram os dois milhões de desabrigados depois da devastação causada pelo furacão Mitch.
Girón disse que até ontem haviam sido informados 627 casos de pneumonia, 2.265 de amidalite, 2.110 de asma e infecções respiratórias agudas, bem como 4.356 casos de diarréia, 5.726 de infecções dermatológicas e 1.448 de conjuntivite. Ao mesmo tempo, Girón informou uma epidemia de hepatite A no estado caribenho de Cortés e expressou seu temor de que a situação possa se estender a todo o país.
Além destas doenças, os ministérios da Saúde, tanto em Honduras quanto na Nicarágua, advertiram sobre o risco de outras epidemias ainda mais graves como o cólera, a febre amarela ou a dengue clássico e hemorrágica.
O ministro da Saúde disse que Honduras requererá pelo menos US$ 10 milhões para reconstruir e equipar hospitais e centros de saúde afetados pelo furacão.

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