Doença respiratória misteriosa mata dois na China e gera alerta nos EUA


Folhapress
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Uma doença respiratória misteriosa que apareceu na China está gerando preocupação dentro e fora do país: uma segunda pessoa morreu, dezenas de pacientes continuam infectados e a Tailândia acaba de anunciar um segundo caso nesta sexta-feira (17).

Um chinês de 69 anos morreu na quarta-feira em Wuhan (centro do país), uma cidade de 11 milhões de pessoas, onde todos os casos chineses foram identificados desde o mês passado, informou a Comissão Municipal de Higiene e Saúde.



Um chinês de 61 anos já havia morrido na semana passada.

A cepa é um novo tipo de coronavírus, família com um grande número de vírus. Eles podem causar doenças leves nos seres humanos, como um resfriado, mas também outras mais graves, como a SARS  (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que matou cerca de 650 pessoas na China continental e em Hong Kong em 2002 e 2003. As autoridades chinesas descartaram, no entanto, o ressurgimento deste último vírus.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) disse na quinta-feira que "ainda há muito a descobrir sobre o novo coronavírus". "Não sabemos o suficiente para tirar conclusões definitivas sobre seu modo de transmissão", declarou.

O órgão criou nesta semana diretrizes para hospitais ao redor do mundo sobre prevenção e controle no caso de que o novo vírus se espalhe. Não há tratamento específico, mas antivirais estão sendo considerados.

Em Wuhan, as autoridades de saúde locais tentaram tranquilizar a opinião pública nesta semana: segundo elas, "o risco de transmissão do vírus entre humanos, se não foi excluído, é considerado baixo".

De acordo com o último balanço, pelo menos 41 pacientes foram identificados em Wuhan. Destes, 12 já receberam alta, e cinco ainda estão em estado grave.

A investigação das autoridades chinesas constatou que vários pacientes trabalhavam em um mercado da cidade especializado no atacado de frutos do mar e peixes.

O município ordenou o fechamento desse mercado, onde foram realizadas operações de desinfecção e análises.

Segundo a Comissão de Saúde de Wuhan, a maioria dos pacientes é do sexo masculino e com idade mais avançada.

A segunda pessoa morta adoeceu em 31 de dezembro, e sua saúde piorou cinco dias depois.

Outros casos foram detectados no exterior: dois na Tailândia e um no Japão. As autoridades desses dois países alegam que os pacientes foram a Wuhan antes de sua hospitalização.

O ministério da Saúde da Tailândia informou o segundo caso nesta sexta-feira: uma viajante chinesa de 74 anos hospitalizada após chegar em 13 de janeiro no aeroporto de Bangcoc.

"As pessoas não devem entrar em pânico, pois não há disseminação da doença na Tailândia", disseram as autoridades sanitárias do país.

Outra paciente chinesa, cuja febre suspeita foi detectada em 8 de janeiro quando chegou a Bangcoc, está se recuperando em um hospital da cidade.

A Tailândia intensificou os controles em seus aeroportos, em um momento em que as festividades do Ano Novo Lunar (25 de janeiro) se aproximam --quando centenas de milhões de chineses tomam ônibus, trens e aviões para passar o feriado com a família. Muitos também saem de férias no Sudeste Asiático.

A China não anunciou restrições de viagem no país. Já as autoridades de Hong Kong reforçaram suas medidas de detecção nas fronteiras do território autônomo, usando detectores de temperatura corporal.

EUA farão checagem em aeroportos Também nesta sexta (17), os Estados Unidos anunciaram que vão aumentar o controle em três aeroportos do país para detectar passageiros vindos de Wuhan que possam ter sintomas do vírus respiratório.  

O CDC (Centro de Controle de Doenças) do país disse que a detecção será feita nos aeroportos de São Francisco, Nova York e Los Angeles e que espera-se que sejam registrados mais casos fora do território chinês. O risco para os americanos é considerado baixo no momento, afirma o órgão. 

Os passageiros vindos de Wuhan serão levados para uma área separada do aeroporto, onde completarão um questionário e serão examinados para ver se têm febre. Aqueles com sintomas terão que responder a mais perguntas e, quando necessários, serão encaminhados para uma unidade de saúde para mais testes.

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