DOCUMENTO PAPAL - Papa defende reforma para diminuir desigualdade
O papa Francisco defendeu a reforma da Igreja Católica e a inclusão de iniciativas que diminuam a riqueza e a hierarquia do Vaticano, em sua primeira exortação apostólica, divulgada na semana retrasada pelo Vaticano. No texto, o pontífice ainda defende a posição contra o aborto e critica a "tirania" do capitalismo.
Chamada de "Evangelii Gaudium" ("A Alegria do Evangelho"), a exortação apostólica é o primeiro documento papal inteiramente escrito por Francisco. O texto usa um estilo próximo à pregação, no que difere da escrita acadêmica de seu antecessor, o papa emérito Bento 16.
Francisco convidou o clero a fazer uma reforma profunda das instituições eclesiásticas, de modo que a Igreja "se torne mais fiel ao sentido que Jesus Cristo quis dar-lhe e às necessidades atuais da evangelização". Ele disse estar aberto a sugestões de reforma para o que chamou de "conversão pastoral".
"Prefiro uma Igreja Católica arranhada, ferida e suja porque veio das ruas que uma instituição doente por estar confinada e agarrada à sua própria segurança", disse, criticando ainda a insistência de sacerdotes em expor as doutrinas e a centralização do Vaticano que, para ele, atrapalha o trabalho missionário.
O pontífice ainda citou o papa João Paulo 2º, morto em 2005, a quem disse ter pedido para ajudar a encontrar uma nova forma de exercício da liderança eclesiástica por considerar que houve pouco avanço nos últimos anos.
Eleito em 13 de março de 2013, é o primeiro papa nascido no continente americano (Argentina), o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos e também o primeiro papa jesuíta da história
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