Doações durante velório vão ajudar 4 mil crianças
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Rosiane Correia de Freitas<br> Equipe da Folha 
Curitiba- O apelo da família de Zilda Arns Neumann para que o envio de flores ao velório da médica - morta no terremoto que atingiu o Haiti no último dia 12 - fosse substituído por doação de recursos à Pastoral da Criança foi atendido com entusiasmo por pessoas de todo o país. Ontem a entidade divulgou que nos três dias em que o pedido foi divulgado, R$ 77.573,00 foram depositados nas contas da instituição.
''Esses recursos possibilitam o acompanhamento de quatro mil crianças por um ano'', diz o gestor de Relações Institucionais da Pastoral, Clóvis Boufleur. Segundo Boufleur, 457 pessoas fizeram doações de, em média, R$ 170. ''Foram doações de R$ 20 a R$ 500, a maior parte de pessoas físicas'', explica.
O gestor avalia que ao invés de terem sido investidos em flores ''que estariam mortas'', esses recursos serão fundamentais para proporcionar qualidade de vida às crianças atendidas pela Pastoral. Boufleur ainda esclarece que historicamente a maior parte dos recursos doados à entidade - depois do Governo Federal - são de pessoas. ''Muitos são pobres que autorizam o desconto de R$ 3, R$ 5 na conta de luz'', conta.
Ele destaca que, além de doações em dinheiro, a entidade também procura voluntários. Quem quiser realizar doações à Pastoral da Criança ou se tornar voluntário da entidade deve procurar uma paróquia católica de sua região e se informar sobre o grupo da Pastoral mais próximo. Também é possível fazer doações através do site www.pastoraldacrianca.org.br ou autorizar o débito de doações mensais na conta de luz pelo 0800 41 0084.
Alívio
Depois de cinco dias de angústia, o padre Armelindo Costa, da Paróquia São José, em Santa Felicidade, Curitiba, finalmente recebeu notícias de seu colega, Gustot Lucien. O padre haitiano que trabalha há dois anos no Brasil estava de férias no Haiti quando aconteceu o terremoto do último dia 12. Desde então ele não havia mais mandado notícias. Costa recebeu nesse fim de semana um email de Gustot avisando que está bem, mas que ainda não sabe quando voltará ao Brasil.
O haitiano estava com a família em uma cidade a 200 quilômetros de Porto Príncipe. O local não foi atingido pelo terremoto. Mas as estradas que ligam a cidade à capital haitiana estão parcialmente destruídas. ''Há também uma dificuldade em se conseguir um vôo para fora do país'', conta Costa.


