Divulgação de laudo é irresponsável, diz professor
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Folhapress 
São Paulo - O professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano, avalia que o Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, na Suíça, errou da divulgação do laudo médico sobre o caso da advogada brasileira Paula Oliveira, 26. Ela afirma ter sido atacada por três skinheads, no dia 9, em uma estação de trem nos arredores de Zurique. Devido aos chutes e agressões com estilete contra seu corpo - onde os criminosos teriam desenhado símbolos nazistas -, a brasileira afirma ter sofrido um aborto no banheiro.
A polícia de Zurique informou no dia 13 que exames médicos realizados pelo Instituto de Medicina Forense comprovaram que ela não estava grávida. ''Feriram o sigilo médico, que só pode ser quebrado por razões sociais'', explica o professor. Há também contradições na conduta das autoridades suíças. ''Se a própria polícia suíça decretou sigilo no caso, o instituto não poderia tornar públicos os laudos médicos que são parte da investigação.'' Ele também critica a precipitação na divulgação de dados. ''Não poderiam ter tirado conclusões antes que um psiquiatra a atendesse, pois a mulher está em estado de choque''.
Para o professor, as autoridades brasileiras na Suíça deveriam contratar peritos particulares para examinar Paula e garantir que haja equilíbrio e transparência nas investigações. ''É preciso que se faça um laudo imparcial para tirar essa impressão de armação contra uma brasileira na Suíça'', afirma.
A advogada brasileira pode ser indiciada criminalmente se for comprovada tentativa de farsa, segundo o comandante-geral da polícia de Zurique, na Suíça, Phillip Hotzenkocherie, em reportagem do ''Jornal Nacional'', da TV Globo. O pai da pernambucana, Paulo Oliveira, afirmou, segundo reportagem da Folha de S.Paulo, que o estado psicológico da filha é ''grave e se tornou mais preocupante''. ''Em qualquer circunstância, a minha filha é vítima'', disse ele. ''Ou é vítima de graves distúrbios psicológicos ou da agressão.''


