Seis semanas depois do atentado contra o World Trade Center, subsistem grandes discrepâncias sobre o número de mortos e desaparecidos contabilizados pelas autoridades de Nova York e por outros órgãos ou jornais, entre os quais o New York Times.
Segundo as autoridades da cidade, até ontem, 4.339 pessoas continuavam desaparecidas desde 11 de setembro, enquanto foram recuperados 478 corpos entre os escombros das torres gêmeas. O balanço total de mortos e desaparecidos causado pelo ataque contra o World Trade Center em Nova York é de 4.817 pessoas, indicaram ontem as autoridades municipais.
No entanto, o New York Times publicou ontem um balanço de 2.950 mortos ou desaparecidos, cifra amplamente menor que a dada pelas autoridades nova-iorquinas, que atualizam seu balanço quase diariamente, segundo vão se recuperando corpos entre os escombros, conseguindo-se identificar alguns, e se eliminando alguns nomes das listas de desaparecidos, por erros ou repetições.
Embora tanto o NYT como a cidade frisem que estas cifras não sejam definitivas, e que ''certamente vão mudar nos próximos dias'', a diferença no número de vítimas é considerável, elevando-se a 1.800 pessoas.
O NYT explicou em seu editorial que para chegar à cifra de 2.950 vítimas tinha somado os balanços das empresas que tinham escritórios nas torres, dos bombeiros de Nova York, dos passageiros dos aviões sequestrados, e de ''um grupo de vítimas que não estavam particularmente vinculadas a essas empresas''.
O jornal reconhece que muitas pessoas não aparecem nas listas oficiais e que centenas de pequenas lojas situadas nas galerias subterrâneas das torres não publicaram ou transmitiram lista de mortos ou desaparecidos. Mas, acrescenta o jornal, ninguém espera que companhias publiquem nos próximos dias listas que causem uma variação grande no balanço de vítimas.

mockup