São Paulo - O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, apareceu ontem na TV estatal e fez um breve pronunciamento, o primeiro desde que foi transferido para a Arábia Saudita para tratar ferimentos de um ataque a bomba atribuído a rebeldes oposicionistas, em 3 de junho passado.
Saleh disse que passou por oito cirurgias e ainda sofre com as queimaduras. Ele apareceu com as mãos quase completamente cobertas com faixas. Sua pele parece bem mais morena do que o de costume.
Em 3 de junho, em meio a uma batalha entre as forças de Saleh e as forças do poderoso líder da tribo Hashid, a mesquita localizada dentro do complexo presidencial foi atacada com foguetes. Ao menos sete pessoas morreram.
O ditador foi levado no dia seguinte para a Arábia Saudita, onde está recebendo cuidados médicos. As informação sobre seu estado de saúde não são precisas. O governo iemenita chegou a dizer que ele havia tido 40% de seu corpo queimado e seu estado era grave, houve rumores, inclusive, de que estava em coma.
Saleh afirmou que está disposto a dialogar com a oposição e apoia uma divisão de poder dentro da Constituição. Durante seu discurso, ele fez um chamado ''àqueles que entenderam erroneamente a democracia'' e garantiu que seu governo apoia ''a liberdade de expressão e as opiniões do outro sempre que seja de maneira responsável''.
Saleh não fez, contudo, nenhuma referência a uma transferência de poder, hipótese defendida pelos países do Golfo Pérsico e assinada pela oposição iemenita.Desde o dia 4 de junho, Saleh não fez nenhuma aparição pública e nenhum comunicado oficial foi publicado.

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