São Paulo - O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, que governa o país há 32 anos, anunciou ontem que não buscará a reeleição. A oposição, mesmo assim, manteve o chamado para que a população proteste hoje contra o mandatário.
Após manifestações no Iêmen inspiradas pelos protestos populares na Tunísia e no Egito, o mandatário propôs formar um ''governo de unidade nacional''; indicou que atrasará as eleições legislativas previstas parta 27 de abril -muito questionadas pela oposição-; e disse querer que, antes do pleito, sejam realizadas reformas políticas.
''Não haverá governo hereditário nem Presidência vitalícia'', disse Saleh, cujo atual mandato termina em 2013. A fala não foi suficiente para demover a oposição.
Milhares de iemenitas foram às ruas no último dia 27 para pedir a renúncia de Saleh, no poder desde 1978 - ele validou seu mandato em 1999 pelo voto direto e foi reeleito em 2006.

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