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Mundo 5m de leitura Atualizado em 08/11/2021, 16:35

Ditador Daniel Ortega vence eleição de fachada na Nicarágua

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de novembro de 2021

Sylvia Colombo - Folhapress
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Buenos Aires, Argentina - O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, 75, ganhou a eleição presidencial de fachada organizada neste domingo (7), em que disputou o quarto mandato consecutivo. De acordo com os resultados oficiais, divulgados às 3h no horário local (6h em Brasília), o ex-líder sandinista obteve 75% dos votos.

A chapa de Ortega disputou contra cinco outros candidatos - todos aliados do governo
A chapa de Ortega disputou contra cinco outros candidatos - todos aliados do governo |  Foto: Cesar Perez/Presidência da Nicarágua/AFP
 

"Não podemos nos esquecer quem são os que provocam terror e quem são os que promovem a paz", afirmou Ortega, ao votar na capital, Manágua, na tarde de domingo. "O voto não mata ninguém, não fere ninguém. Não ouçam os que conspiram, os que semeiam a morte e o ódio. São demônios que não querem paz nem tranquilidade para nosso país", afirmou.

Ortega votou ao lado da mulher, Rosario Murillo, 70, que ocupa formalmente o cargo de vice-presidente e tem se tornado o rosto e a voz do regime. A chapa dos dois disputou o cargo contra cinco outros candidatos - todos parte do teatro do pleito de fachada, já que são aliados do governo. Nos últimos seis meses, o regime colocou atrás das grades outros sete postulantes que eram de oposição, acusados de lavagem de dinheiro e traição à pátria.

Entre eles estão Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Chamorro, que derrotou Ortega em 1990; Miguel Mora, fundador da emissora 100% Notícias, desapropriada pelo regime; e o ex-embaixador Arturo Cruz. Também estão presos outros 32 políticos opositores e mais de 100 sindicalistas, jornalistas e ativistas de direitos humanos.

A repressão contra críticos de Ortega, no poder de forma ininterrupta desde 2007, acirrou-se em 2018, quando mais de 300 manifestantes foram mortos em confronto com as forças de segurança e grupos paramilitares alinhados ao ditador. Embora o regime tenha feito um acordo com a oposição no ano seguinte, prometendo eleições livres, este não foi cumprido.

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