Dissidentes se reúnem em Havana
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sexta-feira, 20 de maio de 2005
Folhapress 
São Paulo - Mais de 200 dissidentes cubanos realizaram ontem a reunião da Assembléia para Promoção da Sociedade Civil entidade que reúne vários grupos, e é apoiada pelo governo americano na capital Havana. Eles exigem a saída do presidente Fidel Castro do poder e a libertação de todos os prisioneiros políticos.
O governo permitiu a realização da conferência, mas expulsou ontem o senador da República Tcheca Karl Schwarzenberg, e o parlamentar alemão Arnold Vaatz, convidados para participar como observadores. A polícia prendeu três jornalistas um italiano, e três poloneses que faziam a cobertura do evento. Na última terça-feira, os eurodeputados poloneses Jacek Protasiewicz e Boguslaw Sonik, também foram expulsos de Cuba.
A economista Martha Beatriz Roque, que organizou a conferência, afirmou que as expulsões mostram a natureza ''totalitária'' do governo de Castro. ''Nenhum regime ou partido tem o direito de controlar uma nação inteira. É por isso que estamos aqui'', afirmou Roque, no início da conferência. Segundo a economista, esse foi o primeiro encontro de dissidentes desde que Fidel Castro assumiu o poder, em 1959.
Oponentes de Castro tentaram realizar uma reunião em 1996, mas foram impedidos, depois que a polícia prendeu todos os seus líderes. O presidente americano, George W. Bush, enviou uma mensagem de vídeo aos participantes da conferência, dizendo que o governo dos Estados Unidos vai continuar a pressionar as autoridades cubanas ''para a realização de mudanças políticas'' na ilha.


