Dissidente Ai Weiwei é libertado sob fiança
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Folhapress 
São Paulo - O artista e dissidente chinês Ai Weiwei foi libertado ontem sob fiança, devido a seu ''bom comportamento e depois de confessar seus delitos'', informou a polícia chinesa em comunicado. Weiwei, 53, foi detido em 3 de abril, sem ordem judicial, no aeroporto de Pequim, quando tentava embarcar em Pequim num voo rumo a Hong Kong.
A polícia chinesa afirmou dias depois que o artista está sendo investigado por crimes econômicos, sem mais detalhes. No comunicado de ontem, a polícia diz que uma das condições da soltura é que Weiwei se comprometeu a devolver todo o dinheiro dos impostos que sonegou. Segundo comunicado, a libertação foi em consequência também da ''doença crônica'' do artista. Weiwei sofre de diabetes e hipertensão.
O caso de Weiwei é o mais notório da onda de repressão iniciada em meados de fevereiro pelo governo chinês, temeroso de que a onda de protestos no mundo árabe inspire manifestações pró-democracia no país. Nesse período, foram detidos ou desapareceram mais de 40 escritores, artistas, ativistas e advogados ligados à defesa dos direitos humanos, segundo levantamento do blog China Geeks.
Weiwei é um artista de vanguarda e tido como o artista chinês contemporâneo mais reconhecido no mundo, com exposição em vários países, inclusive no Brasil
Nos últimos dois anos, tem adotado um tom cada vez mais crítico ao governo. Ele é um dos poucos na China que defendem publicamente Liu Xiaobo, o ativista condenado a 11 anos de prisão que ganhou o prêmio Nobel da Paz, no ano passado. Sua prisão motivou críticas da União Europeia, EUA, Reino Unido, França e Alemanha.


