Jerusalém O ministro israelense de Relações Exteriores, Benjamin Netanyahu, disse ontem que se fosse primeiro-ministro ''a primeira coisa que faria era deportar'' o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Yasser Arafat.
Em um discurso numa convenção de 2.700 membros de seu partido o Likud , realizada ontem à noite em Tel Aviv, Netanyahu afirmou que deportaria Arafat e acrescentou que a derrocada do presidente palestino é ''uma condição para acabar com o terror''.
''Só então haverá possibilidade para a paz'', uma paz que definiu como um acordo com os palestinos que lhes brindasse um governo próprio ao lado do Estado de Israel.
O primeiro-ministro Ariel Sharon, por sua vez, prometeu uma onda de repressão contra os militantes palestinos e chegou a dizer que isso poderia supor um esforço que conduzisse a uma nova direção palestina ''moderada''.
''Os golpes que caem sobre os terroristas podem gerar uma mudança histórica na sociedade palestina, que pode acabar com o governo de terror que a oprime, e assim chegar conosco a um processo de paz'', afirmou o primeiro-ministro.
Sharon que disse que Israel continuará lutando contra o terror e ''se Deus nos ajudar, o derrotaremos'' não especificou que ação será adotada contra Arafat, mas disse que ''não podemos atuar sob o ódio''.
O primeiro-ministro começou seu discurso condenando o Partido Trabalhista por sua saída do Governo de Unidade Nacional e criticou os ministros trabalhistas por abandoná-lo ''sem nenhuma razão''.
Netanyahu, de 53 anos, e Sharon, de 77, se enfrentarão no próximo dia 28 nas eleições primárias do Likud.

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