Disputa acirrada entre Argaña e Franco
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de agosto de 2000
France Presse e Agência Estado De Assunção 
Com os números da boca-de-urna, correligionários dos dois lados se proclamaram vitoriosos e saíram às ruas de Assunção para festejar, num ambiente de tensão
As pesquisas de boca de urna de duas redes de comunicação paraguaias anunciavam ontem um virtual empate técnico entre os candidados do oficialismo e oposição, Félix Argaña e Julio César Franco, nas eleições para a vice-presidência.
O grupo de Meios Independentes Associados (MAI) formado pelo canal 9, diário Ultima Hora e rádio 1 de Março da 46,80% de votos a Argaña e 44,64% a Franco, numa pesquisa feita com 28 mil entrevistados.
O grupo formado pelo canal 4, diário ABC e rádio ¥andutí da, por sua vez, com dados do instituto de pesquisa First, 47% dos votos a Franco 45,2% a Argaña.
Capli disse pela rádio ¥andutí que mesmo tendo uma tendência levemente favorável para os liberais, isso é um empate técnico. Também o canal 9 admitia que a diferença não era concludente para declarar um vencedor.
Correligionários dos dois lados se proclamaram vitoriosos e saíram às ruas de Assunção para festejar, num ambiente de tensão.
A abstenção nessas eleições seria de mais de 40%. Em um dia frio e chuvoso, os 10.312 centros de votação permanecem abertos durante 10 horas, tendo sido abertos às 7 horas locais. Estavam habilitados a votar 2.059.164 cidadãos.
O presidente González Macchi votou de manhã, no centro da capital Assunção, assim como os candidatos Félix Argaña, filho do último vice-presidente do Paraguai, Luis Maria Argaña, assassinado no ano passado; e Julio César Franco, do opositor PLRA.
Apoiado pelos oviedistas, o PLRA exige que, uma vez eleito o vice-presidente, González Macchi renuncie. Macchi era presidente do Congresso e assumiu a presidência com a renúncia do ex-chefe de Estado, Raúl Cubas, em meio à comoção nacional provocada pelo assassinato de Argaña, inimigo político de Oviedo e sobre o qual recaem as principais suspeitas pelo assassinato. O então-presidente Cubas é apadrinhado do ex-general.


