Um palestino morreu atingido por disparos israelenses na passagem de Karni entre Israel e a Faixa de Gaza, segundo fontes hospitalares. Com esta morte, chega a três o total de vítimas fatais palestinas, ontem.
Outra morte ocorreu em Hebron, Cisjordânia. Um palestino morreu e mais quatro ficaram feridos por disparos israelenses, segundo fontes da segurança e testemunhas palestinas. Ribhi Al-Bayed, de 50 anos, foi ferido mortalmente no peito pela bala de um israelense quando atravessava o mercado da cidade, acrescentaram as fontes.
Pela manhã um adolescente palestino de 18 anos foi morto em enfrentamentos em Gaza. Jalil Yusef Fayad, de 18 anos, morreu em consequência de ferimentos na cabeça. Naquele choque, setenta e sete palestinos ficaram feridos.
Barak tem dúvidasO ex-primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, não acredita em uma mudança de atitude do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, sobre a Intifada depois dos atentados nos Estados Unidos. As dúvidas de Barak foram expostas em uma entrevista publicada sexta-feira pelo jornal alemão Sueddeutsche Zeitung.
''Naturalmente me alegraria (que Arafat mudasse de atitude). Talvez a intensidade dos atos terroristas (palestinos) tenha diminuído neste momento, porque os palestinos temem uma condenação em todo o mundo. Mas de um modo geral, sou muito descrente neste sentido'', declarou Barak a este jornal, ao completar-se o primeiro aniversário da Intifada palestina.
Ao ser interrogado sobre se é perigoso ou não incluir o presidente da Autoridade Palestina na coalizão internacional contra o terrorismo, Barak respondeu: ''É preciso abrir-lhe a porta, mas ele deve mostrar que está fazendo alguma coisa para combater o terrorismo''.
O ex-chefe do governo reiterou que, em sua opinião, a separação de Israel e dos palestinos é a única solução para o conflito entre as duas partes. ''Mais cedo ou mais tarde, (o atual primeiro-ministro Ariel) Sharon terá que aceitar essa separação'', acentuou.
Barak porém não fez alusão sobre a eventual criação de um Estado palestino, que representaria, sem dúvida, uma separação. Alguns líderes israelenses têm sugerido a construção de muros separando áreas palestinas. O ex-premier não disse qual a idéia que defende quando fala em ''separação'' dos palestinos.

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