O presidente norte-americano, Bill Clinton, justificou ontem os ataques militares contra o Iraque em um pronunciamento pela televisão dirigido ao mundo árabe e muçulmano, ao destacar a necessidade de impedir que Saddam Hussein continue ameaçando seus vizinhos com armas nucleares, químicas ou bacteriológicas.
‘‘Pensamos que nossa operação militar é favorável ao povo iraquiano e a todos os povos do Oriente Médio’’, afirmou Clinton no pronunciamento gravado e transmitido na ocasião do início do Ramadã, mês sagrado de jejum muçulmano.
O chefe de Estado americano lembrou a invasão iraquiana do Kuwait, em 1990, e as sucessivas crises que surgiram entre Bagdá e a ONU sobre o tema da eliminação de armas iraquianas de destruição maciça.
‘‘O Iraque já poderia ter posto um fim há tempos às sanções econômicas, se cumprisse com suas obrigações, mas preferiu ignorá-las durante quase oito anos’’, disse Clinton.
‘‘Cada vez que Saddam provoca uma crise, tentamos com afinco buscar uma solução pacífica, consultando nossos amigos do mundo árabe e em coordenação com as Nações Unidas’’, explicou o presidente americano.
‘‘A decisão de recorrer à força nunca é fácil, especialmente no momento em que trabalhamos com afinco para construir a paz no Oriente Médio e fortalecer nossas relações com o mundo árabe’’, continuou Clinton.
‘‘Minha visita da semana passada a Gaza reflete meu profundo compromisso com o processo de paz’’, reforçou Clinton. ‘‘Não esquecerei jamais a calorosa recepção do povo palestino’’, disse.
Ele reforçou ainda ter um ‘‘profundo respeito’’ pelo mês sagrado muçulmano do Ramadã e uma ‘‘profunda admiração pelo Isl㒒 e afirmou que o ‘‘conflito é com um dirigente que ameaça a todos’’.

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