São Paulo - A hashtag #BolsonaronaONU atingiu o primeiro lugar entre os assuntos mais comentados no mundo após o discurso do presidente Jair Bolsonaro, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Importantes personagens do mundo político se pronunciaram sobre o assunto como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que foi mencionado por Bolsonaro como símbolo do combate à corrupção. "Discurso assertivo na ONU, pontos essenciais, soberania, liberdade, democracia, abertura econômica, preservação da Amazônia, oportunidades e desenvolvimento para a população brasileira", tuitou o ministro. O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o presidente Bolsonaro fez discurso "altivo, corajoso, verdadeiro e soberano, reafirmou seu compromisso com valores e princípios, tais como a liberdade, democracia, família e liberdade religiosa Honrou a tradição brasileira na ONU", comentou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) classificou o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas como "deplorável". Para ele, o presidente rompeu a tradição multilateral brasileira e errou gravemente ao atacar povos indígenas. "É possível fazer um discurso duro sem ser tosco, desagradável. Envergonhou o Brasil, rompeu a tradição multilateral brasileira, atacou nações amigas do Brasil tradicionalmente como a França. Se colocou sujeito aos Estados Unidos e não teve a reciprocidade americana no discurso seguinte, de Donald Trump", avaliou Randolfe.

Randolfe afirmou que é possível que haja algum tipo de reação dos parlamentares à fala de Bolsonaro na ONU, tanto no Senado quanto na Câmara, mas com ações pontuais, como discursos em plenário.

O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), também fez duras críticas ao discurso de Bolsonaro. Para Molon, o presidente "apequenou" o Brasil. "Ele deixou transparecer como conduz o País ao isolamento com sua cegueira ideológica", avaliou. "O presidente mentiu descaradamente sobre a situação da Amazônia, atacou países parceiros e posou de republicano e duro contra a corrupção, quando persegue minorias, é conivente com desvios e interfere em instituições pra dificultar o combate à corrupção", completou Molon.

MACRON

O presidente da França, Emmanuel Macron, não assistiu ao discurso de Bolsonaro, mas disse que o interesse do país na floresta amazônica não é econômico. "Todos nós só queremos ajudar as pessoas da Amazônia, com completo respeito pela soberania. Não é questão de lobby ou interesse, os lobbies são para destruir a floresta para seus próprios interesses. O que nós queremos fazer é ajudar pessoas para elas mesmas e para o futuro da Amazônia, porque é um bem comum", afirmou.

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