Cabo Canaveral, EUA
A nave espacial americana Discovery decolou ontem do centro Kennedy, em Cabo Canaveral (Flórida), para uma missão de dez dias, dedicada exclusivamente a experiências científicas. Com o bom tempo, a Discovery partiu na hora prevista, às 10h41 locais (11h41 de Brasília), e todos os sistemas funcionaram normalmente, informou, no Centro Kennedy, um porta-voz da Agência Espacial Americana (NASA).
Os seis astronautas a bordo farão trabalhos distintos, como colocar um satélite em órbita, observação das atmosferas da Terra e do cometa Hale-Bopp ou experiências sobre o crescimento dos tecidos humanos a partir de uma célula. O astronauta canadense Bjarni Tryggvason colocará em órbita depois recuperará o principal satélite alemão de estudo da atmosfera CRISTA-SPAS, cujo objetivo principal é medir as radiações infravermelhas emitidas da Terra.
Este satélite, que ficará fora do compartimento de carga da Discovery durante 200 horas, já voou a bordo deste transportador. Esta é a quarta missão de cooperação entre as agências espaciais americanas e alemã (DARA). Os dados recolhidos pelos três telescópios e os quatro espectrômetros de CRISTA-SPAS serão analisados por cientistas de 15 países.
O programa dos seis astronautas a bordo prevê igualmente uma série de treinos destinados a testas as capacidades operacionais de um braço mecânico de fabricação japonesa, que deve equipar no próximo século a futura estação espacial internacional Alpha.
Mir A cápsula espacial Soyuz, onde viajam dois cosmonautas russos que tentarão reparar a Mir se aproximou ontem da estação orbital russa, informaram fontes do centro de controle de vôos espaciais russos de Korolev. O acoplamento ocorreu às 14H02 de Brasília. No entanto, apesar do que estava previsto, o comandante da Soyuz, Anatoli Solovev, teve de fazer aproximação manual a cerca de 15 metros de distância da estação Mir, explicou Yuri Kargapolov, chefe do centro de formação dos cosmonautas russos e que presenciou a manobra.

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