Dirigentes querem paz entre palestinos e israelenses
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sexta-feira, 12 de novembro de 2004
France Presse 
Jerusalém- Israel espera que a morte de Yasser Arafat, a quem considerava o principal obstáculo para a paz no Oriente Médio, será o prelúdio de um novo capítulo em suas relações com os palestinos. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, deu o tom ontem ao afirmar que o desaparecimento de seu inimigo, de madrugada em um hospital parisiense, podia significar ''uma virada histórica'' para o Oriente Médio.
''Se depois da era Arafat surgir uma outra direção, será bom que ela cumpra com seus compromissos com respeito ao que já foi negociado'', declarou o premiê.
Sharon, que perseguiu Arafat no passado e o manteve totalmente isolado nos últimos três anos, pôs como condição o fim do terrorismo para retomar o diálogo com os palestinos, interrompido desde que começou a Intifada em setembro de 2000. ''Esperamos que a nova direção palestina que vai lhe suceder compreenda que os avanços nas relações com Israel e as soluções dos problemas passam antes de nada por uma guerra contra o terrorismo'', acrescentou o primeiro-ministro.
Neste contexto, um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores israelense afirmou ontem que Israel poderia aproveitar a eventual presença de autoridades árabes e muçulmanas em Ramallah, com a morte de Arafat, para tentar estabelecer os contatos. ''Se quiserem ficar depois dos funerais para que conversemos, serão bem-vindos'', disse.
Entretanto, o ministro israelense da Justiça, Yossef Lapid, adotou um tom diferente e crítico. ''O sol brilha no Oriente Médio e no mundo, já que Arafat não era apenas o chefe do terrorismo contra Israel, mas também o pai do terrorismo que afeta o mundo atualmente, incluindo a Al-Qaeda'', afirmou Lapid.


