O diretor da agência Reuters, Geert Linnebank, manifestou ontem seu pesar pelo ''cruel'' assassinato no Afeganistão de dois de seus jornalistas, o cinegrafista australiano Harry Burton e o fotógrafo afegão Azizullah Haidari. Ambos morreram em um ataque na estrada que liga Jalalabad a Cabul, no qual também morreram o jornalista espanhol Julio Fuentes e a italiana Maria Grazia Cutuli.
''Defenderemos seu legado'', declarou Linnebank ao afirmar que isto é o que ''devemos a eles e a todos os outros colegas que perderam suas vidas cobrindo conflitos e também a centenas de jornalistas que se arriscam colocando-se na linha de frente a cada dia''.
A morte dos quatro jornalistas no Afeganistão foi ''cruel e absurda, uma terrível perda'', disse o diretor da agência de notícias, que afirmou estar ''furioso, ultrajado, porque parecem ser, mais uma vez, execuções a sangue frio de jornalistas exercendo sua profissão''.
O fotógrafo da Reuters nasceu em Cabul, mas passou a metade de sua vida como refugiado no Paquistão, segundo a agência, onde começou a trabalhar em 1992. Burton se destacou como cinegrafista na cobertura do conflito de Timor Leste, em 1999.

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