Em reuniões em separado com os líderes israelense e palestino, o diretor da CIA, George Tenet, tentou ontem reforçar um frágil cessar-fogo, mas os dois lados continuam distantes sobre como fazer a trégua durar para retomarem as conversações de paz.
A questão mais espinhosa é sobre a prisão de militantes islâmicos considerados, por Israel, suspeitos de envolvimento em ataques terroristas. Israel insistiu que os palestinos detêm cerca de 300 militantes que, segundo o Estado judeu, fugiram ou foram libertados de prisões palestinas.
Num primeiro passo, os palestinos deveriam capturar vários militantes envolvidos no planejamento de ataques, disse Raanan Gissin, assessor do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. Sharon reuniu-se com Tenet durante 90 minutos na tarde de ontem.
Gissin afirmou que uma lista dos supostos terroristas foi entregue ao diretor da CIA, que mais tarde reuniu-se com Arafat e seus chefes de segurança por cerca de duas horas na cidade de Ramallah, Cisjordânia. Os palestinos rejeitaram as exigências israelenses.

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