Diretor alega erro em transações
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Folhapress 
São Paulo - Um dia depois de a Justiça da Itália abrir um inquérito contra o Banco do Vaticano pela omissão de dados financeiros e apreender R$ 52 milhões, o diretor da instituição, Ettore Gotti Tedeschi, disse que um ''erro de procedimento'' foi usado como pretexto para ''atacar'' o órgão.
''Um erro de procedimento foi usado como pretexto para atacar o Instituto para as Obras de Religião (mais conhecida como Banco do Vaticano), seu presidente e o Vaticano'', disse Tedeschi. Designado no ano passado para gerenciar as contas do IOR, Gotti Tedeschi, simpatizante do Opus Dei e presidente do Banco Santander na Itália durante anos, está no centro do novo escândalo de lavagem financeira no Vaticano.
Junto com o presidente do IOR está sendo interrogado o diretor geral da entidade, Paolo Cipriani, também acusado de ter cometido irregularidades na transferência de 23 milhões de euros (R$ 52 milhões).
''É inevitável que esses escândalos se repitam, uma vez que o IOR não adere às normas internacionais contra a lavagem'', disse o italiano Gianluigi Nuzzi, autor do livro ''Vaticano Spa'' (''Vaticano Sociedade Anônima'').
''O problema do IOR são as contas anônimas de fundos de beneficência inexistentes ou de sacerdotes testa-de-ferro, que o banco não sabe quem são'', explicou Nuzzi.


