A jovem paquistanesa Malala Yousafzai, atacada com tiros na cabeça por talibãs em outubro de 2012 por defender o direito de educação das meninas, comprometeu-se a intensificar seu combate por "um mundo onde todos possam ir à escola". Durante uma cerimônia na cidade holandesa de Haia, onde recebeu o Prêmio Internacional pela Paz Infantil (International Children’s Peace Prize), Malala garantiu que o atentado contra ela só fortaleceu sua determinação.
"Eu sou apenas um dos alvos da violência dos talibãs", afirmou a estudante paquistanesa durante discurso. "Há muito a ser feito para que as crianças do mundo inteiro tenham o direito de ir à escola".
Ícone da resistência aos talibãs, a adolescente de 16 anos recebeu o prêmio das mãos da iemenita Tawakkol Karman, prêmio Nobel da Paz em 2011. Malala concorre este ano ao Nobel da Paz.
"Você é minha heroína", disse Karman, referindo-se às palavras de Malala:
"Ninguém pode me impedir ou impedir qualquer menina de estudar".
Malala ficou famosa ao escrever um blog para a BBC, em que contava a opressão dos talibãs e sua paixão pela escola.
Como punição a seu engajamento, ela foi alvo de um atentado em 9 de outubro de 2012, quando o ônibus em que ela ia para o colégio foi atacado.
O Prêmio Internacional pela Paz Infantil, iniciativa da fundação holandesa KidsRights, recompensa, desde 2005, uma criança "por seu engajamento pelos direitos infantis".
O prêmio, de 100.000 euros, é revertido em projetos ligados às causas dos laureados.

A sua meta agora é "colocar todas as crianças do mundo na escola", o que custaria o mesmo que criar duas usinas nucleares, cerca de US$ 26 bilhões (ou R$ 55 bilhões), segundo a organização não governamental Avaaz

Integrantes do Taliban, movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994. É considerado uma organização terrorista

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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