Atenas - O partido de direita Nova Democracia venceu as eleições legislativas deste domingo na Grécia e propôs um ''governo de união nacional''. O líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, pediu a ''todas as forças políticas que se unam em torno do objetivo de manter o país no euro (...) formando um governo de união nacional''.
O chefe da esquerda radical, Alexis Tsipras, admitiu a derrota e negou a participação do seu grupo no eventual governo de união nacional. ''Telefonei a Samaras para lhe cumprimentar, ele pode formar um governo'', disse Tsipras, cujo partido ficou na segunda posição neste domingo. ''Vamos ficar na oposição e representar a maioria do povo contra o memorando'' de rigor fiscal imposto por UE-FMI.
Já o líder dos socialistas do Pasok, Evangélos Vénizélos, condicionou a participação do seu partido em um governo de união nacional a uma presença ampla da esquerda, incluindo os radicais de Tsipras. ''Um governo de responsabilidade nacional supõe a participação de todas as forças da esquerda'', incluindo os radicais do Syriza.
Após a apuração de 85% das urnas, os conservadores da Nova Democracia obtinham 29,96% dos votos, garantindo 130 das 300 cadeiras do Parlamento. A esquerda radical no partido Syriza chegava na segunda posição, com 26,65% e 71 cadeiras, e os socialistas do Pasok apareciam em terceiro, com 12,46% dos votos e 33 cadeiras. A diferença entre o percentual de votos e o número de cadeiras se deve ao fato de que a Constituição grega atribui 50 cadeiras suplementares ao partido vencedor das eleições.
As eleições deste domingo foram polarizadas entre a Nova Democracia, sob a promessa de ''sair da crise, mas não do euro'', e a esquerda radical, que exige a renegociação do pacto de austeridade, após defender seu abandono total.

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