Cerca de 3,35 milhões de noruegueses comparecerão às urnas hoje para eleger um novo parlamento, em uma votação que, segundo as pesquisas, poderão registrar a vitória da direita e uma derrota histórica dos trabalhistas, formação tradicionalmente dominante na Noruega. Três pesquisas colocam os partidos da direita com uma certa maioria.

Apesar do país jamais ter estado tão próspero, graças aos imensos recrusos petrolíferos do Mar do Norte, os noruegueses parecem dispostos a inflingir ao partido trabalhista com cerca de 25% das intenções de voto , seu pior revés desde o período do pós-guerra.

Tecnicamente o primeiro-ministro Jens Stoltenberg não será, no entanto, obrigado a ceder imediatamente às rédeas do poder, pois só uma demissão espontânea ou uma moção de censura do parlamento poderão, de fato, implicar esta iniciativa.

Os conservadores de Jan Petersen estão, por sua parte, com 22% dos votos, mas poderá apoiar-se em uma maioria no parlamento para fazer cair, mais cedo ou mais tarde, o atual governo.

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