Lisboa, Portugal - O Partido Social Democrata (PSD, centro-direita) venceu as eleições legislativas realizadas neste domingo em Portugal, derrotando os socialistas no poder e obtendo a maioria absoluta no Parlamento, segundo resultados parciais obtidos em 80% das zonas eleitorais.
O PSD, de Pedro Passos Coelho, que deverá suceder ao primeiro-ministro socialista José Sócrates, recebeu 40,6% dos votos, contra 28,5% para o Partido Socialista.
Outro partido de direita, o CDS-PP, que já participou de várias coalizões com o PSD, obteve 10,9% dos votos, os Verdes/Comunistas (CDU) somaram 7,2%, e o Bloco de Esquerda (extrema esquerda), 4,5%.
A taxa de abstenção foi de 42,3% do eleitorado, superando o recorde de 2009, de 40,3%. Os resultados completos e definitivos sairão no dia 15 de junho, após a apuração dos votos no exterior.
José Socrates admitiu a derrota e anunciou sua renúncia como secretário-geral do Partido Socialista. ''Esta derrota eleitoral é minha e quero assumi-la totalmente esta noite. Chegou o momento de abrir um novo ciclo político no Partido Socialista'', declarou Sócrates em discurso em um hotel de Lisboa.
O novo governo de centro-direita será responsável pela aplicação do rigoroso plano de resgate internacional destinado a acabar com a crise financeira no país. Pedro Passos Coelho prometeu ir além das exigências da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI), sobretudo em termos de privatizações, mas também nas reformas trabalhistas e dos serviços públicos.
A eleição envolveu a totalidade das 230 cadeiras do Parlamento, dissolvido no fim de março, após a renúncia de José Sócrates, que governava o país desde 2005.
Portugal, muito endividado (160 bilhões de euros no fim de 2010), encerrou 2010 em recessão, com um déficit público de 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma taxa de desemprego de 11%.

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