São Paulo- A oposição comemorou aos brados o resultado da votação no Senado ontem, afirmou o jornal italiano ''La Repubblica''. ''Uma grande alegria; vamos direto às eleições'', dizia após a queda de Prodi Gianfranco Fini, líder da direitista Aliança Nacional e ex-chanceler do governo Silvio Berlusconi.
A euforia da direita e seus aliados, assim como o clamor por eleições o quanto antes -podem ser marcadas para abril ou maio deste ano-, explica-se: recentes pesquisas de opinião apontam que o eleitorado italiano daria, hoje, a maioria dos assentos no Parlamento aos partidos da centro-direita. Mas a centro-esquerda, derrotada hoje, já se manifestava contra a idéia.
Antes da queda de Prodi, Veltroni, que vem surgindo como novo líder da centro-esquerda, e Berlusconi haviam ensaiado uma aproximação em torno de um dos principais pontos da agenda política italiana: a reforma da Lei Eleitoral. Isso porque ela é do interesse dos grandes partidos, dado que diminuiria o poder dos pequenos e encaminharia um bipartidarismo no país. Bom, a priori, para o futuro de ambos os líderes: alianças mais estáveis se formariam em torno de cada um deles, e de dois espectros político-ideológicos mais definidos.
Mas a perspectiva de chegada rápida ao poder já parecia ter mudado as idéias de Berlusconi. O ex-premiê, que organizava ontem à noite uma festa para comemorar a queda de Romano Prodi, declarou que ''não há mais margem de diálogo com Veltroni.

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