Bangcoc - O Centro de Bangcoc seguia ontem protegido das águas graças aos diversos diques e represas erguidos ao Norte da cidade, que parecem resistir às piores inundações na Tailândia em várias décadas. As autoridades conseguiram até o momento proteger grande parte desta megalópole de 12 milhões de habitantes, mas, no Norte da cidade, os moradores precisam enfrentar vários metros de água.
''O governo tailandês fará todo o possível para mitigar o sofrimento da população, e espero que todo o mundo se una para que superemos esta prova'', declarou a primeira-ministra, Yingluck Shinawatra.
Um fotógrafo da AFP que sobrevoou mais de cem quilômetros ao norte de Bangcoc em um helicóptero do Exército tailandês observou uma enorme extensão de água na qual aparecem apenas algumas árvores e os andares mais altos das casas.
O norte de Ayutthaya, a antiga capital imperial que abriga templos classificados como patrimônio universal, mas também zonas industriais, parece ''o mar, nada emerge mais, apenas algumas árvores''.
As inundações, as piores em décadas, atingem atualmente um terço do território nacional e deixaram 297 mortos. Ao longo dos canais e do rio Chao Phraya, foram empilhados sacos de areia e as autoridades conseguiram fechar uma rachadura em um dique ao norte da cidade, cuja abertura na quinta-feira gerou algumas horas de pânico na cidade.
Segundo os especialistas, os danos causados pelas inundações custarão 150 bilhões de bahts (3,5 bilhões de euros, 4,8 bilhões de dólares), equivalentes de 1,3% a 1,5% do Produto Interno Bruto.

mockup